14/05/2026
Existem materiais que atravessam o tempo carregando mais do que beleza.
Carregam memória.
Essa joia nasceu a partir de uma amolita, um fóssil formado há milhões de anos. Uma matéria que já existia muito antes de qualquer ferramenta, cidade ou linguagem como conhecemos hoje.
Sempre enxerguei meu trabalho como uma espécie de arqueologia moderna.
Criar objetos contemporâneos utilizando elementos que sobreviveram ao tempo, à pressão e às transformações da própria Terra.
Trabalhar com fósseis é entender que a matéria também conta histórias.
Cada marca, cor e imperfeição existe porque algo viveu, mudou e permaneceu.
Talvez seja isso que mais me interessa na joalheria: transformar fragmentos antigos em artefatos vivos outra vez.