ॐ A ideia da página é levar a arte para todos os lugares, já que há tantas cidades perdidas por aí onde quase não passam os artistas de rua.
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Sobre o Macramê, especificamente, sabemos que é uma arte decorativa que consiste em atar fios em diversos tipos de nós apenas utilizando as mãos. O nome Macramé (Migramach) é de origem turca, e significa “tecido com franjas, tramas ornamenta
is e galão decorativo”. Provavelmente, esse nome se deu por conta dos tecelões turcos do século XIII d.C., os quais faziam muitos trabalhos com franjas em toalhas barradas. Apesar de ter sido criado oficialmente, como técnica, na região da atual Turquia, estudos indicam que o Macramê era utilizado na China, na Mesopotâmia e no Egito por volta do ano 3.000 a.C.. No Museu Britânico, encontra-se um barrado assírio registrado como a peça mais antiga de Macramê, datada em 2000 a.C., feita com cipó, vime, couro e até mesmo capim. Sobre a difusão do Macramê, parece muito se dever aos marinheiros, mais precisamente aos navegantes árabes nas suas longas viagens, quando o tempo ocioso foi fator favorável para as descobertas de amarrações com as cordas dos navios, levando-os depois a confeccionar produtos com os fios disponíveis a bordo, fazendo desde objetos para uso pessoal, tais como franjas em toalhas, véus, xales, cintos e bolsas, até utensílios de pesca como redes, cordas e anzóis entrelaçados. Eles faziam esses objetos tanto para o uso pessoal quanto para a venda e troca nas cidades onde paravam. A habilidade na confecção de produtos com os fios e amarrações nos navios se propagou como um costume entre os marinheiros, tendo uma larga produção a bordo, sendo, além de comercializados nos portos, transmitidos também às mulheres dos navegantes que ficavam em terra. O Macramê atravessou os anos sendo esquecido por alguns e resgatado por outros. No entanto, será nos anos 1970, com o movimento hippie nos Estados Unidos, o qual se espalhou pelo mundo, que a técnica voltará a ganhar notoriedade. O Macramê é atualmente usado por vários seguimentos, desde bijuterias feitas por artesãos e sendo vendidas nas praças e até mesmo nas lojas de grifes de shoppings, passando por grandes e pequenos artistas a designers de moda e decoração. As simplórias franjas em toalhas de banho ou barrados em estolas eclesiásticas feitas por senhoras em muitas tardes, nos terreiros dos quintais de terra batida, são rivalizadas pelas peças de Macramê feitas pelas grandes confecções das marcas de fama mundial.
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História da Filigrana
Filigrana, a arte de trabalhar metais, é uma arte muito característica da joalharia portuguesa. Não obstante ser usada nos mais diversos locais em todo o mundo, a filigrana teve um crescimento relevante nos países do mediterrâneo. Em Portugal, foram descobertas peças de filigrana que remontam a 2500-2000 a.c. A filigrana é milenar se bem que não está determinada com precisão a sua origem, sendo somente conhecido que esta arte era conhecida pelos indianos e chineses, bem como pelas civilizações Romanas e Grega. Os Árabes contribuíram de forma notável para esta técnica de ourivesaria, criando, a partir de filamentos delicados e maleavéis, obras de arte que enriqueceram a estética do design da linha. Porém, quando os Árabes chegaram à Península, a técnica da filigrana era já trabalhada e dominada pelas civilizações ibéricas. A origem da filigrana portuguesa remonta aos povos pré-romanos que povoaram o nosso território, conforme é atestado pelo legado de ourivesaria e joalharia castreja achado em escavações arqueológicas – principalmente três valiosos torques em filigrana, originais da Póvoa de Lanhoso e expostos no Museu D.