Em meados de 1913, então com 18 anos, adquiriu a loja da família Müller, que transferiu-se para Cruz Alta, dando início à trajetória centenária de Pochmann. Localizada em frente à Praça da República, ao lado da Igreja Evangélica, era uma pequena ourivesaria, onde ele fazia conserto de joias, relógios, armas, e fabricava cuias e bombas de chimarrão. Em 1917 casou com Ernestina Goelzer e teve cinco
filhos: Joline, Marlene, Jayme, Waldyr e Jane. Com a expansão de seu negócio e o significativo aumento da clientela, pois era uma das únicas lojas do segmento na região, Edmundo mudou-se para uma casa maior na Rua do Comércio, a poucos metros da Praça da República, onde estabeleceu o seu negócio. Em fevereiro de 1923, adquiriu o terreno ao lado e construiu o prédio que abrigaria sua loja no térreo e sua residência no pavimento superior. Em estilo neoclássico, a nova Joalheria e Relojoaria Pochmann sobressaía no cenário central da cidade que se tornava um importante centro de comércio na região. Está no mesmo endereço até hoje. Nessa época, a pequena loja já havia se transformado em uma fábrica próspera e empregava vários artesãos, que produziam cuias e bombas de chimarrão, fivelas, facas, cabos de revólver, anéis, pulseiras de ouro para relógios e uma variedade de outros produtos que podiam ser fabricados com ouro ou prata. Seu filho Waldyr, aos 15 anos, começou a interessar-se pelo trabalho do pai e passou a ajudá-lo nos afazeres da loja. Na virada de 1946 para 1947, Edmundo Henrique Pochmann faleceu e Waldyr, então com 25 anos, passou a dirigir a empresa. Dois anos depois, foi a Ouro Fino, Minas Gerais, casar com Albertina Portilho, a Tininha, que havia conhecido anos antes, quando a família mineira residia em Ijuí. O casal teve quatro filhos: o primogênito ganhou o nome do avô, Edmundo Henrique Pochmann. Depois nasceram Elaine e Rosângela (Índia) e o caçula, que recebeu o nome do pai, Waldyr Pochmann Junior (Tunico). Com a morte prematura de Waldyr em 1966, aos 45 anos, o primogênito Edmundo, com 16 anos, assumiu, ao lado da mãe, o controle da loja e da família, iniciando a terceira geração dedicada ao ramo de joalheria, relojoaria e óptica. No fim da década de 1970, Edmundo passou a dividir a administração da loja com o irmão mais novo, Waldyr Junior, e contava também com a colaboração das irmãs. Por esta época, tornou-se impositivo a ampliação e modernização dos negócios, que foram conduzidas por Edmundo Henrique Pochmann. As inovações foram concebidas conforme os novos padrões de organização comercial e concretizadas com a construção da Galeria Pochmann, no mesmo endereço. O novo espaço, inaugurado em 1982, passou a abrigar a loja e várias outras empresas comerciais. A partir de 1990, Edmundo Henrique Pochmann desligou-se e a administração da empresa passou integralmente para Waldyr Pochmann Junior, que seguiu contando com a experiência e a dedicação diária da mãe, Tininha. A quarta geração da família passou a atuar em 1999, com Ana Isa, filha primogênita de Waldyr Pochmann Junior e Angela Bischoff Pochmann. Em maio de 2011, foi a vez do segundo filho do casal, João Henrique, iniciar-se no ramo, ao estabelecer em Panambi a Óptica Pochmann. Até o final de 2017, o Terceiro filho de Waldyr e Ângela, Guilherme, planeja inaugurar mais uma óptica em Ijuí.