05/03/2026
Eu poderia falar de tendência.
Poderia falar de acabamento, de técnica, de preço.
Mas antes de tudo, existe a bancada.
É aqui que a joia realmente começa.
Entre ferramentas gastas pelo tempo, martelos que já conhecem o ritmo das minhas mãos, lixas, limas, fogo.
É aqui que o metal deixa de ser matéria e começa a virar intenção.
Minha bancada não é cenário.
É território.
Ela carrega silêncio, concentração e também memória. Sentar na bancada desde 1986 já se tornou um ritual diário, e é desse ritual constante que nasce cada criação. Meu processo criativo se dá nao apenas no desenho, ele se modifica e se completa aqui na bancada.